Resumo Executivo
O ponto inicial: nacionalidade treaty
O E-2 é uma classificação não imigrante para nacional de país que possua tratado de comércio e navegação, ou acordo equivalente, com os Estados Unidos. A lista oficial do Departamento de Estado não inclui o Brasil. Portanto, ter somente nacionalidade e passaporte brasileiros não atende ao requisito.
Para quem também é cidadão de um país listado — por exemplo, Itália ou Portugal — a elegibilidade pode ser examinada com base nessa nacionalidade. Não é uma regra de “origem brasileira”: importam a nacionalidade invocada, sua prova documental e todos os outros elementos do processo. A empresa também deve ter a nacionalidade treaty aplicável — em regra, ao menos 50% de propriedade por nacionais desse país. Residência no país treaty, empresa americana ou aporte financeiro não substituem a nacionalidade requerida.
Limite importante
Dupla cidadania não garante aprovação. O consulado ou USCIS analisa o conjunto de requisitos. Este artigo não substitui parecer de advogado de imigração licenciado nos Estados Unidos.
Investimento substancial e efetivamente em risco
Segundo o USCIS, o capital deve ser substancial em relação ao custo de comprar uma empresa existente ou estabelecer uma nova, suficiente para demonstrar o comprometimento financeiro do investidor e capaz de apoiar a probabilidade de operação bem-sucedida. A regra não estabelece um número mínimo universal.
“Em risco” significa que o capital está comprometido e sujeito a perda parcial ou total se a empresa falhar. O caminho e a posse dos recursos também precisam ser demonstrados. Na prática, documentação coerente pode incluir origem lícita do dinheiro, transferências, contratos, faturas, compra de ativos, locação e pagamentos relacionados ao negócio. A prova necessária depende dos fatos.
Planejamento antes de comprometer recursos
- Defina o modelo operacional e o orçamento de implantação.
- Mantenha registros da origem e do trajeto dos fundos.
- Separe finanças pessoais e empresariais desde o início.
- Coordene a constituição da empresa, contabilidade e plano de negócios com profissionais adequados.
Empresa real, operacional e não marginal
O USCIS define bona fide enterprise como empreendimento comercial ou empresarial real, ativo e operacional, que produz bens ou serviços com lucro. Uma empresa especulativa, inativa ou mantida apenas para viabilizar um pedido não satisfaz esse padrão. A abertura de uma LLC pode ser uma etapa societária útil, mas não é prova, sozinha, de operação real.
A empresa também não pode ser marginal. Para E-2, marginal é o empreendimento que não tem capacidade presente ou futura de gerar mais do que renda mínima para sustentar o investidor e sua família. Isso exige olhar para o negócio específico, seu mercado, projeções fundamentadas, despesas, cronograma e capacidade de gerar atividade econômica — não apenas para o saldo bancário.
“O E-2 avalia um investimento em uma operação comercial; não é uma autorização baseada apenas na compra de uma empresa ou no depósito de capital.”
Desenvolver e dirigir a operação
O investidor principal deve ir aos Estados Unidos para desenvolver e dirigir a empresa. O USCIS indica que isso pode ser demonstrado pela propriedade de pelo menos 50% do negócio ou por controle operacional mediante posição gerencial ou outro meio corporativo. Investimento puramente passivo não atende a esse requisito.
Estrutura societária, operating agreement, funções do investidor e plano de execução precisam contar a mesma história. Para investidores em expansão, a estruturação de LLC nos Estados Unidos deve refletir a realidade de propriedade e governança, sem substituir a revisão migratória por counsel licenciado.
Estruture a base empresarial com clareza
Formação, organização financeira e plano operacional podem apoiar uma expansão bem documentada. A Prime US auxilia na frente empresarial; a análise jurídica migratória deve ser feita por advogado americano licenciado.
Conversar sobre a estrutura empresarialPlano de negócios, documentos e execução
O Departamento de Estado explica que o investidor deve demonstrar intenção de desenvolver e dirigir a empresa. Um plano de negócios não substitui provas financeiras, mas organiza o racional comercial: produto ou serviço, mercado, operação, equipe, cronograma, projeções e uso do capital. Projeções devem ser defensáveis e coerentes com documentos e execução, não promessas de resultado.
Constituir e organizar
Escolher a estrutura adequada, documentar propriedade e organizar conta, contratos e registros corporativos conforme a operação.
Documentar origem e percurso
Preservar evidências de posse e movimentação lícita dos recursos, além dos gastos ou compromissos empresariais.
Demonstrar atividade comercial
Conectar plano, orçamento, contratos, ativos e estratégia operacional à empresa efetivamente criada.
Família, duração e limitações
O cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos podem acompanhar ou seguir o titular como dependentes E. O USCIS informa que o cônjuge E em status válido é autorizado a trabalhar por incidente de status; filhos não recebem autorização de emprego por essa base. Regras de entrada, documentação e status devem ser verificadas no caso concreto.
O E-2 não é green card e não cria residência permanente automática. Também não oferece resultado garantido: decisões consulares e pedidos de mudança ou extensão de status envolvem requisitos, evidência e procedimentos próprios. Para quem está fora dos EUA, o USCIS esclarece que não se pede classificação E-2 por Form I-129 estando fisicamente fora do país; em geral, o pedido de visto é tratado em posto consular dos EUA.
Como a Prime US pode apoiar a frente empresarial
A Prime US presta suporte empresarial para investidores: formação e organização de LLC, contabilidade e compliance para operações nos EUA, planejamento empresarial e apoio na preparação de informações para um plano de negócios. Nosso papel não é substituir advogado de imigração, decidir elegibilidade ou representar clientes perante USCIS ou consulado.
Perguntas frequentes
Um brasileiro com apenas passaporte brasileiro pode pedir o visto E-2?
Não. O E-2 exige nacionalidade de país treaty; o Brasil não consta na lista oficial. Ter LLC ou morar no Brasil não substitui a nacionalidade.
A cidadania italiana ou portuguesa pode permitir um pedido E-2?
Itália e Portugal constam na lista treaty. Um brasileiro que seja efetivamente nacional de um desses países pode ser analisado sob essa nacionalidade, sujeito aos demais requisitos e provas.
Existe investimento mínimo fixo para o E-2?
Não há valor mínimo universal. O valor precisa ser substancial para o custo e a natureza daquele empreendimento.
O que significa dinheiro em risco no E-2?
É capital comprometido com o negócio e sujeito a perda se a operação falhar. A origem, posse e trajetória dos fundos precisam ser demonstradas de forma compatível com o caso.
Uma LLC sem operação é suficiente para o E-2?
Não. A empresa deve ser real, ativa e operacional, produzindo ou pronta para produzir bens ou serviços com lucro. Uma LLC isolada não satisfaz o requisito.
Quanto controle o investidor precisa ter?
O investidor deve desenvolver e dirigir a empresa, geralmente evidenciado por ao menos 50% de propriedade ou controle operacional por posição e documentos corporativos.
O cônjuge e os filhos podem acompanhar o titular E-2?
Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos podem buscar classificação derivada. O cônjuge em status E válido pode trabalhar por incidente de status; filhos não por essa base.
O E-2 leva automaticamente ao green card?
Não. É uma classificação não imigrante e não concede residência permanente automática.
Fontes
Fontes oficiais consultadas em 4 set. 2026:
- USCIS — E-2 Treaty Investors (acesso em 4 set. 2026).
- USCIS Policy Manual, Volume 2, Part G (acesso em 4 set. 2026).
- U.S. Department of State — Treaty Trader & Treaty Investor Visa (acesso em 4 set. 2026).
- U.S. Department of State — Treaty Countries (acesso em 4 set. 2026).
